Trata-se de um espetáculo de 50 minutos, dirigido a um
público juvenil, especialmente aos que frequentam o secundário, mas para
toda a família.
Sinopse: Artur olha para os seus sapatos, tem 14 anos. Após ponderar os prós e os contras, planeia a sua viagem. Os sapatos são de 3.ª geração, herança do seu avô — era um homem alto. São largos e compridos, pretos sem brilho, usados, mas inteiros. O pai dissera-lhe que eram os melhores sapatos que já conhecera, não os chegou a usar porque os seus pés eram pequenos, Artur já alcançara a altura do pai — vão servir-te dentro de poucos meses — disse ao filho uns dias antes do seu desaparecimento. Artur calça-os, mas não consegue decidir… e adormece.
No segundo ato os sapatos ganham vida e as aventuras começam. O Sapato Esquerdo e o Sapato Direito são agora os personagens principais da grande aventura do Artur.
A viagem poderia ser vivida por um dos jovens portugueses nos anos cinquenta, que atravessou as fronteiras de Espanha e de França a pé, à procura de melhores oportunidades e para fugir à fome. Ou de um jovem Afeganistão, nos dias de hoje, que atravessou as fronteiras da Turquia, Grécia, Itália a pé em direção a Portugal à procura de um país seguro para fugir do medo e da fome.